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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

(Resenha) O Último dos Guardiões - Diário de Guerra - João Paulo Silveira

Título: O Último dos Guardiões - Diário de Guerra 

Autor: João Paulo Silveira

Ano: 2016

Páginas: 368

Editora: Novos Talentos da Literatura Brasileira



Sinopse: Galaniel e seus companheiros recém chegaram na linha de frente.

Calouros que acabaram de sair do treinamento.
A guerra em seu ápice, assola o reino de Kor.
O inimigo infernal avança com todo seu exército.
Os guerreiros morrem as centenas.
As primeiras batalhas...
As primeiras perdas...
Como surgiram os OITO? De onde vem sua fama? Qual sua trajetória?
Conseguirão eles deter a horda de demônios e ajudar seu povo?
Acompanhe o relato de Galaniel sobre as principais batalhas que ele e seus companheiros participaram.
Venha você também lutar com... Coragem e Honra!




*** 




Neste segundo livro da série somos sugados por uma fenda e jogados no meio de uma guerra violentamente brutal.

O autor nos mostra através deste diário as histórias por trás da história do primeiro livro. Nos leva até o âmago da questão. Trás a tona a sua verdadeira essência.

Conhecemos melhor cada um dos personagens mencionados no livro 1 e os que ainda não tinham sido apresentados, como alguns familiares dos guerreiros.

O grupo inicial teve três baixas, o que abriu espaço para que novos amigos fossem convocados a se unirem a esquadra 23. Infelizmente mais uma baixa acontece e um último integrante é convidado a participar da formação dos 8.

A guerra em Kor já dura décadas e o surgimento deste grupo de elite obriga o demônio Balkatar a mudar os seus planos. As batalhas que ocorrem por todo o reino causam destruições de casas, fortes e cidades. Além de ceifar milhares de vidas humanas e eliminar quase a mesma quantidade de seres trevosos.

Este diário não é como o que nós estamos acostumados a escrever. Ele é como se tivesse sido escrito por um observador. Alguém que estava nas Sombras e na Luz lendo a alma de cada personagem e transmitindo suas impressões para o papel.

As emoções vividas com as perdas e os ganhos dos amigos e parentes. A trajetória militar de cada integrante do grupo de elite.

Acompanhamos todos os acontecimentos que desencadearam a história, mas sem ser algo repetitivo. Não é uma mesma trama contada sobre outro ângulo. É um conjunto das histórias que serviram para fundamentar não um grupo de guerreiros, mas um grupo de irmãos de coração.

Também mostra como o veneno do ciúme, do ódio e da inveja é capaz de levar um homem a se tornar um monstro. Quando a pessoa se deixa cegar e não admite os próprios erros joga a culpa no outro e transmite para ele toda a frustração que sente de si mesmo.

Em muitos casos ajudar uma pessoa pode ser interpretado por ela como uma agressão. A falta de humildade impede quem está sendo ajudado a ser grato e ele vê a outra pessoa como seu inimigo não declarado. Ao alimentar tais sentimentos negativos a alma da pessoa vai se tornando negra e a escuridão total logo a consome.

O Galaniel não conquistou a admiração da população por sua simpatia, mas por sua competência em ser um líder de verdade. E os homens e mulheres do exército tinham orgulho de ser comandados por ele devido a sua capacidade de unir um grupo e reconhecer que sozinho ele não é forte o suficiente.

E no meio desta guerra sangrenta um novo casal é formado mostrando que o amor não é uma escolha apenas nossa. O destino as vezes encontra formas de nos ensinar que mesmo diante da destruição algo puro pode surgir (pena que o desfecho foi terrível).

Uma personagem que roubou literalmente os holofotes para si foi a sogra do Gala. A senhora Kahundra. Adorei conhecê-la.

Algumas questões foram levantadas com a leitura deste diário: por que os 8 sobreviveram a batalha onde 9.992 homens e mulheres sucumbiram? O que o demônio Balkatar pretende fazer com os artefatos que vem buscando e encontrando no reino de Kor? O último dos Guardiões será realmente o Galaniel ou um novo irá nascer em meio ao caos da batalha?

Com o aprofundamento na história e podendo conhecer melhor os guerreiros acabei sendo seduzida pelo Rion. Espero que no próximo livro ele permaneça vivo e que aconteça um milagre para trazer de volta o meu outro guerreiro preferido.

Já tinha me tornado fã do João com a leitura do livro 1 e com este segundo volume da série minha admiração por ele só aumentou. A maneira como ele escreve é viciante (como é difícil largar o livro para ir dormir) e o que mais me encantou desta vez foi a capacidade dele em criar uma nova forma de narrar. Contar as histórias que serviram para dar o enredo da série com a retirada de todas as camadas até chegar ao centro de tudo foi incrível. Fiquei completamente extasiada e louca para ter logo o livro 3 nas minhas mãos. Minha ansiedade já chegou na estratosfera. Torcendo para que o milagre aconteça e que este demônio Balkatar receba exatamente aquilo que merece (com um pequeno acréscimo no seu débito para que a dor seja mais intensa).

Esta leitura é para quem tem um estômago forte. Nunca vi tantas partes humanas e demoníacas voando ou rolando pelo chão. Sangue jorrando e fumaça verde fedendo. Preparem o balde e as toalhas...

Se as pessoas reclamam de sentir dor ao serem tatuadas hoje em dia com toda a tecnologia que temos imagine como foi para estes guerreiros terem o 8 marcado a ferro e fogo no antebraço. Só quem possui Coragem e Honra correndo nas veias é capaz de entender este gesto.


Quem está querendo conhecer este reino criado com perfeição e destruído com mais perfeição ainda pelo João, deve fazer isso o mais rápido possível ou correrá o risco de ser levado como oferenda para os seres trevosos.


Recomendo este livro para quem quer aprender a escrever. O talento do João o qualifica como mestre na arte da escrita. Ele não escreve uma história. Ele narra uma obra prima da fantasia fantástica.





Um leve bater de asas *O:-) anjinho  *O:-) anjinho  para todos!!!!

Khrys Anjos

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